Meu nome é Sílvia Mota. Tenho 57 anos.
Sou morena, olhos verdes, 1:66m de altura, com um corpo – hoje - nem magro e nem gordo, mas do jeitinho que a maioria dos brasileiros aprecia. Preciso enunciar o que eles gostam? Acredito que não... (rs) Como todas as mulheres, desejo emagrecer mais um pouquinho, para arrasar naquele vestido vermelho estonteante ou naquela sedutora lingerie negra, com fendas atravessando as coxas grossas, até quase mostrar as “covinhas” da virilha. Rugas... bem, como passei por um emagrecimento muito rápido há alguns anos, as maçãs do rosto não mais permanecem firmes, ao meu gosto. Apresento aqueles vincos bobos nos cantos da boca. Bobos, mesmo, pois não descobri utilidade nenhuma para sua existência! Sobre a minha boca, ainda continua charmosa... e atrativa, segundo opiniões alheias. E, claro, acredito no que me dizem! Além disso, sabe sorrir, sinceramente. O contorno dos olhos ainda não apresenta aqueles pezinhos de galinha temíveis. Se existem, não os enxergo! Meu olhar... dizem... ainda provoca emoções. Também, não fico a contestar essas opiniões. Acredito e pronto! A testa possui uma marca de expressão, entre os olhos, herança de tantos anos de leitura incessante. Meus cabelos são um grande problema, pois estão mais escassos do que antigamente. A cada stress, caem um pouquinho e preciso correr para os endocrinologistas, na ânsia de resolver o problema. E resolvo... até o próximo stress... Na maioria das vezes são revoltos, pois não gosto de penteá-los da forma convencional, fazendo escovas e tudo o mais que, normalmente, uma mulher adora. Os seios, com o tempo, optaram por não mais olhar tão alto - ficaram menos orgulhosos - embora sadios e sem nenhuma estria. E, eu acho isso uma glória! Os braços traduzem-se no poder das minhas mãos, através das quais tudo concretizo: do amor à poesia! O abdomem continua no lugar e, nele, o que mais adoro é o meu umbiguinho, tão redondo e profundo, na altura da cintura! Meu bumbum é um caso à parte, pois sempre foi a maior atração de mim. Não sei defini-lo, até mesmo por pudores femininos. Minhas coxas são do tamanho certo, modéstia à parte; meus joelhinhos são arredondados (não gostava disso quando jovem) e tudo vai descendo, passando por canelas de miss (como se falava à nossa época), até alcançar meus pezinhos número 36. Gosto de me vestir à moda cigana, com vestidos longos, bordados ou com partes rendadas. Adoro seda e tecidos finos. Nunca uso tênis! Sapatos altos deixam-me a acreditar que sou o máximo e nenhuma atriz, por mais poderosa que seja, suplanta-me, nesses momentos! Gosto de calça jeans, porque realçam meu corpo, mas não as uso frequentemente. Às vezes, fantasio-me de advogada e dizem que fico muito interessante. Olho no espelho, gosto, mas, particularmente, isso não faz a minha cabeça...
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Meu nome é Sílvia Mota. Tenho 57 anos.
Sou brasileira poeta, patriota, mulher, mãe, fêmea, advogada, professora, pintora e musicista. Ah! O que mais gosto de mim é o meu ser mulher-mãe-poeta! Tanto, tanto... que meus filhos tratam-me como uma mamãe-poesia, meus alunos cognominaram-me a professora que faz do Direito um poema e, meu último amor, chamou-me de mulher-poesia! Emociono-me ao ouvir isso! Tão bom! Sou mãe de três filhos lindos, por dentro e por fora! Todos os três escolheram a carreira jurídica. Juro que não “forcei” nada. Mas, acredito que minha conduta ética perante a vida, sempre conciliando a Justiça e o Direito ao Amor, influenciou-os. E, que filhos maravilhosos possuo! Amam e são amados.
Casei-me por duas vezes. Com o primeiro marido, aprendi a esperança constante e a paciência da espera. Aprendi a entender a beleza do amanhecer e a aplaudir, à tardinha, o Por do Sol em Ipanema. Descobri minha beleza à luz do seu olhar, que me laureava. Fomos jovens meninos; fomos homem e mulher. E, no meio de tanta dificuldade financeira, alcançamos a felicidade, só por estarmos ao lado, um do outro, todos os dias. Chamava-me, carinhosamente, de “Silvinha”, ou de ”carinha enferrujada”, em razão das sardas que trazia no rosto. Admirou o verde dos meus olhos e a beleza do meu corpo. Do nosso jardim encantado, trago as flores de mim: nossos meninos dourados e encantados. Mas, como todo encanto tem fim, se não alicerçado na maturidade, tudo acabou... e fui/fomos infelizes. Coloquei culpa nos contornos do corpo que, aos meus olhos, já não mais eram tão belos... Acabei... acabou...
Com o segundo marido, fui rainha sem poder. Amei-o, talvez... como jamais tenha amado alguém... perdi quase tudo, por ele... Após a conquista, nada mais queria. Somente a mim. Fez-me sua boneca encantada, absorvendo todos os meus desejos e realizando-os, somente, através dos seus próprios desejos. Em matéria de mulher, não fui eu, nem fui ninguém. Mas, arraigada ao desejo infinito de ser feliz, aos 42 anos, voltei a estudar e me fiz. O casamento findou... Não guardo mágoas nem dores desta época. Em razão dele, cresci. Cresci, para fugir da infelicidade. Mas, outra vez, culpei as carências físicas do corpo e até o meu olhar verde que lhe causava tantos ciúmes!
Depois disso, dois namorados, namorei. Engrandeceram-me a vida. Amadureci. Acordei ou recordei - no meu pensar - a beleza da mulher-fêmea e poeta, através do respeito, admiração e desejo que me devotaram. Nunca fiquei sem relacionamentos amorosos no meu destino. Sou mulher de poucos amores, mas tão intensos, que duram um infinito inteiro, enquanto duram... e sofro muito, quando se eternizam na minha eternidade... Amei e fui amada.
Hoje, preciso estar só. Por opção. Uma vida tão intensa merece o cuidado do conhecer-se a si mesma... Através da Poesia, descubro-me em cada canto do meu ser e, em cada recanto (re)conhecido, me encanto! Sou alma, espírito e corpo! Estou só. Não sou só.
Aos olhos do meu filho mais velho, sou Fênix!
Poderia contar-lhes tantas coisas mais... mas seria necessário um livro inteiro... talvez... uma enciclopédia, intitulada Amor e Fé! Sim, porque, em todos os momentos, o que me sustentou foi a procura pelo Amor e a certeza insubstituível de que sou responsável pelas minhas alegrias e pelas minhas tristezas! Nesta seara: sou Causa e Efeito. Nenhum deus ou nenhum ser humano é responsável pelas minhas derrotas. Se erro e/ou perco, assumo as responsabilidades. Por outro lado, minhas vitórias... essas vicejam do meu exercício contínuo em busca da Felicidade!
Em todos os momentos difíceis, lembro-me da frase escrita pelo Buda Original Nitiren Daishonin: “O inverno nunca tarda em se tornar primavera”. E, prossigo.
Pois é, sou isso aí... Sílvia Mota... e contabilizo 57 primaveras.
Mas, perguntarão os leitores, o que motivou essa mulher a expor-se assim, abertamente, em corpo e alma, ao olhar dos leitores?
Escrevo esse texto, porque hoje, às 9:46hs da manhã, liguei meu computador e fui brindada com uma mensagem belíssima escrita pelo nosso querido Poeta Marcial Salaverry. Busquei-a no Site da Magriça, para aqui realizar meu comentário, mas não a encontrei.
Escrevo-te, querido poeta, ao som da música anexada à referida mensagem e isso faz com que meus olhos permaneçam marejados de lágrimas, até agora. À nossa época de jovens, as lágrimas borravam as folhas de papel, inscritas a caneta tinteiro. As folhas eram jogadas fora. Iniciava-se a carta novamente. Ou, então, os borrões serviam de ilustração às dores do amor descrito. Hoje, nossos orvalhos caem sobre o teclado e somente precisam ser enxugados de quando em quando. A escrita não é interrompida. Tudo mais fácil do que antes... Mas, os sentimentos verdadeiros permanecem iguais, perenes.
Marcial Salaverry, enalteceste a mim e a todas as mulheres! O que descobri, sozinha, através de tantas dores, reafirmaste, em poucas linhas: que a beleza da alma resplandece a tal ponto, que se espelhará, para sempre, no exterior! Por tanto tempo, contaminei-me à cegueira de tantos cegos! Ao olhar-me através dos outros, acreditei no que não existia. Ao perceber que somente valorizavam-me a beleza do corpo, sucumbi e fiz ouvido mouco ao clamor puro e belo da minh’alma!... Talvez, o mundo careça de homens com a tua sensibilidade...
Por tal razão, querido amigo poeta, o título desta postagem, nasce em tua homenagem. Ao retroceder no tempo e olhar-me ao espelho - hoje pela manhã - além do meu corpo, entrevi minha Vida e, posso afirmar que atingiste minha alma, a ponto de, conscientemente, bradar, para que possas escutar-me: “Eu sou linda! Eu me amo! Todos me amam!”
Segue, abaixo, tua mensagem. Peço-te perdão, se perdi a formatação, mas assim como nós - as mulheres decantadas na tua carta de amor - o que vale aqui... é o conteúdo.
Obrigada, querido poeta!
Passo a palavra ao Poeta Marcial Salaverry.
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Beleza Feminina
Muito se fala sobre a "beleza feminina". Li um pensamento que achei sensacional: "Ser bela, é ser bela por inteiro, no continente e no conteúdo, no exterior e no interior. Ser sábio, é saber valorizar o todo."
Quantas mulheres conhecemos que tem uma beleza física esplendorosa, mas no interior são vazias. Elas passam, e não deixam marcas. Mas aquelas que deixam marcas profundas e perenes em todos nós, são as mulheres cujo interior é digno de nota.
Exemplificando: porventura, existiu mulher mais linda do que a Madre Teresa de Calcutá ? do que Anita Garibaldi ? do que Joana D'Arc? Existem tantos exemplos que seria difícil enumerar todas. Essas mulheres, de extraordinária beleza interior marcaram sua passagem pelo mundo, e serão sempre lembradas. Em contraponto, existiram milhares de mulheres
formosíssimas de quem jamais ouvimos falar. Marcaram sua época e nada mais.
A beleza física é herdada pela genética. A beleza interior é adquirida com o passar do tempo. Recomendo às belas jovens, que procurem rechear seu interior, pois a beleza física fenece com o tempo, e se vocês não cuidarem do espírito, não terão mais nenhuma maneira de atrair a atenção sobre si. Na mesma medida que a beleza física fenece, a maturidade vai revelando a beleza interior das mulheres. E é exatamente essa beleza que prende os homens, pelo menos os sábios.
A melhor maneira de se ver e sentir a beleza feminina é pela Internet, pois primeiro conhecemos o conteúdo das pessoas. De minha parte, tenho conhecido virtualmente mulheres belíssimas (pelo menos no meu ponto de vista). As mensagens delas recebidas são dignas de nota; algumas são poetas (tenho lido coisas lindas), outras são mulheres de ação, que se dedicam à criação de sites verdadeiramente sensacionais que existem pela Internet afora, outras, são pessoas que simplesmente gostam de se comunicar (e o fazem muito bem). A companhia virtual de todas elas, sem nenhuma exceção, é uma das melhores coisas do dia a dia.
Então, amigos, é essa a beleza que conta. Claro é que, quando à beleza interior, se alia a física, fica agradável tanto à mente quanto à vista.
A grande maioria concordou com minha opinião sobre a REAL beleza feminina. Lógico que tenham havido vozes discordantes. Afinal, toda a unanimidade é burra, ou falsa. Aos que acham que a beleza física é fundamental, posso dizer que concordo em parte, pois como fonte de atração, claro que a beleza física é mais chamativa. Todavia, um bom observador sempre procurará ver além do físico. Procurará descobrir, digamos, uma chama interior que denuncie um bom conteúdo, se aquela beldade será capaz de prender a atenção por mais do que uma noite. Claro, para os que procuram apenas uma companhia eventual, o físico é primordial (até que a rima não ficou mal). Um encontro, um adeus. Nesses casos tem que haver a atração física. E é só o que importa.
Vamos ver a passagem dos anos. Aquela jovem tão bela, agora é uma senhora de meia idade, menopausada. Se ela só cuidou do físico, sem preencher seu interior com algo de bom, será uma frustrada a se olhar no espelho, lamentando a juventude perdida.Todavia, se
ela se preparou internamente, se tem um conteúdo bom, certamente ao se olhar no espelho, vai admirar cada ruga, cada adiposidade, sabendo que é querida por muita gente, por ter sabido manter através do anos o seu brilho interior. Aquela que foi uma "jovem luminosa", agora é uma "senhora luminosa", admirada por sua capacidade, por seu "brilho interior".
E continuará linda aos 40, aos 50, aos 60, aos 70, aos 80 e mais anos.
O importante, crianças, é manter a beleza espiritual intacta. Ela perdura para sempre. Portanto, minhas lindas "coroas", nunca lamentem a beleza juvenil que se foi. Ela foi substituída, e com vantagem, pela beleza que vocês souberam manter através dos anos, ou seja, a beleza de seu espírito, que permaneceu jovem e lindo.
Esta mensagem é dedicada a TODAS as mulheres que, ao olhar no espelho, souberem dizer: VOCÊ É LINDA, EU TE AMO, TODOS TE AMAM.